Máfogopegue!

Blog generalista sobre as relexões momentâneas de uma rapariga. Todo e qualquer assunto que me possa passar pela cabeça, poderá aparecer aqui.

Quarta-feira, Junho 21, 2006

O fecho das maternidades


Às vezes penso que as pessoas estão a fazer mais barulho em relação a este assunto, do que a gravidade do assunto exige. Claro que o ideal era que hovessem maternidades em cada cidade, em cada canto do país, com as melhores condições, com 500 médicos e 300 enfermeiros, toda a aparelhagem necessária e tudo o mais. Mas considerando a situação do país e considerando que é MESMO necessário cortar em algum lado (e nós nunca queremos que cortem em nada, como é óbvio), este parece-me o menor de vários males. Se, por outro lado, as materinidades não têm condições ou pessoal especializado parece-me bem que fechem. Admitindo (e reparem, eu disse admitindo) que nas maternidades que se mantêm abertas, sejam criadas as condições razoavelemente necessárias para que se possa acolher as grávidas que normalmente iriam para uma das outras maternidades, parece-me que não é um problema tão mau assim. Têm que fazer mais uns quilómetros, e depois? O trabalho de parto normal demora horas desde que as águas rebentam. O número de crianças que nascerão antes de terem oportunidade de chegar ao hospital será mínimo e poderiam ter nascido também pelo caminho onde quer que fosse a maternindade.Vocês sabem que nem todas as ilhas dos Açores têm maternidade? Que, na verdade, apenas 2 ilhas têm hospitais (as restantes têm apenas centros de saúde) e uma grávida no Graciosa ou Flores ou outras ilhas, que entre em trabalho de parto tem de ser evacuada pelo PUMA da força aérea e transportada para o hospital da Terceira ou de Ponta Delgada? E estas grávidas continuam a ter os filhos sem problemas... e não refilam.